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domingo, 21 de novembro de 2010

Uma nova chance

Havia um homem muito rico, possuía bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados a seu serviço. Tinha ele um único filho, um único herdeiro que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho, nem de compromissos. O que ele mais gostava era de fazer festas, estar com seus amigos e de ser por eles bajulado.

Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam. Aos insistentes conselhos do pai ele não dava a mínima atenção.

Um dia o pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro. Dentro dele, ele mesmo fez uma forca e, junto a ela, uma placa com os seguintes dizeres:
“PARA VOCÊ NUNCA MAIS DESPREZAR AS PALAVRAS DE SEU PAI.”

– Meu filho, eu já estou velho e, quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu e eu sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo o dinheiro, seus amigos vão se afastar de você e, quando você então não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvido. Foi por isso que eu construí esta forca. Ela é para você e quero que você prometa que se acontecer o que eu disse você se enforcará nela.

O jovem riu, achou um absurdo, mas para não contrariar o pai, prometeu e pensou que jamais isso poderia acontecer. O tempo passou, o pai morreu e o  filho tomou conta de tudo. Assim como seu pai havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade. Desesperado e aflito, começou a refletir sobre sua vida e viu que havia sido um tolo.
Lembrou-se das palavras de seu pai, começou a chorar e dizer:
– Ah, meu pai... Se eu tivesse ouvido os seus conselhos... Mas agora é tarde demais.

Pesaroso, o jovem levantou os olhos e ao longe avistou o pequeno e velho celeiro. Era a única coisa que lhe restava. A passos lentos se dirigiu até lá e, entrando, viu a forca e a placa empoeirada e pensou: “Eu nunca segui as palavras do meu pai. Vou cumprir a minha promessa.”
Não me resta mais nada... Então, ele subiu nos degraus, colocou a corda no pescoço e pensou: “Ah, se eu tivesse uma nova chance.”.

Então ele se jogou do alto dos degraus e, por um instante, sentiu a corda apertar a garganta, era o fim... Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente. O rapaz caiu e sobre ele caiu jóias, ouro, prata, esmeraldas, pérolas, rubis, safiras e brilhantes – a forca estava cheia de pedras preciosas – e caiu também um bilhete:

“Esta é a sua nova chance”. Eu te amo.
         Com amor. “Seu velho e já saudoso pai.”

“DEUS É ASSIM CONOSCO”. ELE SEMPRE NOS DÁ UMA NOVA CHANCE.

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